domingo, 6 de novembro de 2016

10 DIAS EM NOVA YORK PARTE 4 - ENTRE GREENWICH VILLAGE, CHINATOWN E WALL STREET



NY ALÉM DAS COMPRAS






Em nosso quarto dia, fomos conhecer alguns bairros de Manhattan. O roteiro começou no Greenwich Village, pegamos o metrô do hotel em direção a Washington Square Park. É bem bonita essa praça e nós logo a identificamos pelo imenso arco do triunfo construído para comemorar o centenário da posse de George Washington.








 O mais interessante é saber que esse local já foi um pântano e posteriormente, um cemitério. Quando escavaram a rua para construir o parque foram descobertos cerca de 10.000 esqueletos. Essa região é também onde fica a New York University, vários prédios ali pertencem à Universidade, quase todos, eu acho.




Seguindo na direção sul a partir da praça, nós caminhamos até a Merchant's house. Quase ninguém conhece esse museu, mas é uma pequena relíquia que passa despercebida entre a Bowery e a 4th. É uma casa construída em 1832 e conservada sem mudanças, lá dentro ainda existem os móveis, enfeites e outras coisas que pertenceram a família rica que morou lá por cem anos. Não consegui entrar porque só abre meio-dia e eu cheguei antes disso.




 Não esperei abrir porque pretendia fazer uma visita guiada com hora marcada em outro museu ali perto - o Tenement Museum. Se a Merchant's house nos dá uma noção de como viviam os ricos que construíram os EUA, o Tenement museum nos dá a ideia de como viviam os primeiros imigrantes. São alguns apartamentos onde as famílias viviam em condições muito precárias, só dá para fazer a visita com guias e é preciso agendar no site do Museu. Existe uma espécie de encenação que mostra a vida de diferentes famílias e cada visita tem um tema. Eu não agendei, deixei p comprar no dia e me dei mal, não tinha mais vaga para o tema que eu queria.






A minha intenção era continuar caminhando, conhecer Chinatown que é ali perto, mas desisti, achei meio sem graça essa parte da cidade.









De lá, fomos para o Memorial do 11 de Setembro e confesso que me senti muito mal lá. Não sei explicar, senti uma coisa muito ruim naquele lugar, o museu não visitei porque a fila dava muitas voltas.






Decidi seguir a Church street rumo a Wall street. Passei pela Trinity Church e não pude deixar de registrar uma foto, um dia a estrutura dessa igreja que é de 1846 já foi a mais alta da cidade, e muito bonita. Desci um pouco mais e me deparei com aquele touro famoso que quase não podia ser visto de tanta gente que se aglomerava ao redor. Essa região é mais bonita do que eu pensei, segui um pouco mais rumo ao Battery Park de onde consegui tirar umas fotos, com zoom, é claro, da estátua da Liberdade. Foi bem legal, não fui até lá, pretendia ir no dia seguinte ou quando o tempo estivesse melhor.









 Esse roteiro me mostrou que Nova York tem opções para todos os gostos, quem quer ir e ficar só em lojas tudo bem, mas quem quiser ir com outros objetivos, a cidade também tem opções bem culturais e pouco conhecidas.


Para finalizar, como em todas as noites, retornamos a Times, fizemos a compra do nosso jantar na Duane e retornamos ao nosso hotel.

10 DIAS EM NOVA YORK PARTE III - O QUE FAZER NUM DIA DE MUITA CHUVA?


ENTRE O MET, O CLOISTERS E A BROADWAY



O terceiro dia foi de muita chuva  em NY, principalmente na parte da manhã, o que não chegou a ser problema porque era um dia em que já tinha programado visitar museus mesmo. Saí do hotel as 9:20 em direção ao MET, cheguei antes de abrir e debaixo de uma chuva horrorosa, já tinha fila e cinco minutos após, a fila já havia triplicado, até a hora que entrei já era inacreditável de tão grande. Enfim, fiz minha contribuição (para entrar nesse museu, paga-se qualquer valor a título de contribuição, até mesmo $1) e peguei ingressos para 4 pessoas.





Quem já foi ao Louvre em Paris pode ter uma ideia do que é o MET, gigantesco e muito, mas muito bonito arquitetonicamente. Visita-lo requer uma preparação prévia, o ideal é entrar antes no site do Museu e dar uma olhada nas galerias para ver as que mais interessam,, é possível visualizar todas pelo site. Durante a minha visita percorri várias salas, mas o destaque ficou para as galerias medievais de armas e armaduras e de arte medieval, além da galeria egípcia.






 O famoso templo de Dentur que é de 15 a.C é a estrela da ala egípcia, em frente ao templo existe uma galeria onde estão em exposição uma grande quantidade de sarcofagos egípcios.




 Fosse um dia de sol, nós teríamos saído do museu e caminhado pelo Central Park, mas o tempo estava feio lá fora e fazia muito, mas muito frio nessa manhã de janeiro. Tentando lembrar de algum outro museu onde pudéssemos passar o restante desse dia, lembrei que eu havia lido sobre o Cloisters, um museu construído com restos de claustros, capelas e salões medievais que fica numa região muito bonita da cidade embora afastada.

O Cloisters faz parte do MET e quem visita o MET não precisa pagar para entrar no Cloisters desde que ambas as visitas sejam feitas no mesmo dia. A tarefa não era fácil porque os dois museus são bem distantes, o Cloisters fica em Margaret Corbin, mas estávamos decididos.

 Para chegar lá saímos do MET em direção a 86st (mesma estação em que descemos) e no caminho fomos apreciando a arquitetura do Upper West site. Pegamos a linha B sentido uptown, descemos na 161, onde pegamos outra linha (não lembro qual) p 145 e de lá pegamos a linha A, disso eu lembro direitinho, a linha para quem quer visitar o cloisters é essa. Descemos na 190 e andamos até o museu que fica dentro do Fort Tryon Park.




Esse local é muito bonito, o tempo estava feio no dia mas mesmo assim deu para ver o quanto é bonito, imaginem numa tarde de sol.







Bom, quanto ao Cloisters, enquanto museu, é questão do gosto, é um mosteiro e quem já teve oportunidade de entrar num mosteiro sabe como é a arquitetura. O acervo deles é, obviamente, constituído por imagens, objetos religiosos, tapeçarias e lindos jardins, tudo genuinamente medieval. 



 Para ser sincera, pela distância vale mais a pena pela beleza do local do que pelo mosteiro propriamente.

Para terminar o dia, voltamos a Times Square para assistir Os Miseráveis no Teatro Imperial. É um espetáculo belíssimo.

Para quem conhece a história sabe que trata-se da saga de Jean Valjean, um homem vítima de muitas injusticas sociais. Preso por roubar um pão, passa anos na prisão. A peça começa no momento em que ele vive seus últimos dias de prisioneiro, exatamente como no filme. O desenrolar da vida do personagem também é mostrado de uma forma muito linda, um show de interpretação dos atores/cantores. 

 A história se passa no século XIX e tem como pano de fundo o momento histórico que a França vivia. População miserável, massacrada e ansiosa por liberdade, mostra também a dura realidade das mulheres. Por incrível que pareça tudo isso é retratado na peça. Vale muito a pena e dá para compreender muito bem mesmo sem ter fluência em inglês, quem assistiu o filme entende tudo.

Após a peça, mais um passeio pela Times Square e pegamos o metrô de volta para o nosso hotel. A programação desse dia foi muito intensa, nós almoçamos lá pelas 16hs no entrono da Times Square e como não estávamos hospedados em Manhattan, sequer pudemos voltar ao hotel para nos arrumarmos antes de assistir ao espetáculo. Enfim, hospedar-se fora da ilha tem ônus e bônus como tudo na vida.