segunda-feira, 24 de julho de 2017

DOIS DIAS EM VENEZA PARTE I

CHEGANDO EM VENEZA - CHECK-IN NO APARTAMENTO








               "Não sabemos se o amor existe, mas se existe, está em Veneza", essa foi a frase que marcou a curta estadia numa das cidades mais incríveis onde já tive oportunidade de pisar. A autoria não conheço, mas lembro de tê-la ouvido durante a apresentação de uma peça encenada ao ar livre no meio da Praça São Marcos. Na ocasião, atores lindamente vestidos em trajes de época se apresentavam para uma pequena multidão que se aglomerava, falavam apenas em italiano e o objetivo era retratar um pouco da vida naquele local em séculos passados. Entre as poucas frases que consegui compreender estava a frase que inicia o post, achei tão apropriada e verdadeira que nunca mais esqueci.

               Veneza não era exatamente um sonho, conhecê-la não, mas revisitá-la, certamente passou a ser. A cidade estava no roteiro de uma eurotrip que realizei com minha família em fevereiro de 2017, pretendíamos passar uma semana na Itália e uma semana na Espanha, a viagem que começou em Roma, passou por Florença de onde partimos rumo a polêmica Veneza.

                Chegamos de trem, a passagem comprada com apenas dois dias de antecedência no guichê da Trenitália na estação central de Florença, custou 50 euros e o apartamento que aluguei no bairro Cannaregio através do site hotéis.com - The Charm Suítes - custou R$ 1.377,80 (esse valor foi o total para hospedar 4 pessoas em fevereiro de 2017).

                 Eis que, numa fria manhã de segunda-feira, desembarcamos em Veneza. Vai ser difícil esquecer o que senti logo ao sair da estação Santa Lucia e me deparar com a vista do canal rodeado por uma paisagem que tantas vezes vi em filmes e fotos, a manhã estava apenas começando e a cidade envolta em leve névoa que aos poucos se dissipava. As malas estavam pesadas e eu sabia que precisaríamos andar um bom pedaço até o local onde faríamos o check-in, estávamos preocupados com isso e com várias outras coisas, pois era a primeira vez que alugávamos um apartamento, mas por alguns minutos foi como se nada disso importasse.  Eu e meus companheiros de viagem apenas paramos e admiramos a paisagem, senti a voz embargar e uma estranha vontade de chorar foi controlada. Nunca pensei que sentiria isso novamente depois da primeira vez em Paris (em 2012), mas era exatamente a mesma sensação, assim como Paris, Veneza me emocionou a primeira vista e jamais conseguirei explicar a conexão que sinto em alguns lugares.

Paisagem que nos saudou ao sairmos da estação

               Como  já havia pesquisado no Google Maps e conforme orientação dos locadores do apartamento, eu já sabia que não utilizaríamos transporte nenhum para chegar ao apartamento e até isso foi meticulosamente pensado, já que seria bastante complicado chegar em Veneza já precisando destrinchar o complexo meio de transporte da cidade. Saímos então da estação e seguimos pela Rua Lista di Spagna até avistarmos a Guglie's Bridge, atravessamos a ponte e encontramos o Campo San Leonardo, a partir de onde entramos em um beco, viramos à esquerda e numa ruazinha que daria direto no Grande Canal estava o prédio.








               No local não há recepção, deixei parte da minha família com as malas em frente à entrada e fui procurar o endereço do apart onde deveríamos fazer o check-in, os locadores nos passaram todas as instruções previamente e sabíamos que o local ficava bem próximo dali e realmente não foi difícil encontrar a Calle Rabia, onde apresentamos nossos documentos, pagamos as taxas de limpeza e de internet (no valor de 80 euros, mais a taxa de 2 euros por dia e por pessoa pelo uso do Wi-Fi) e pegamos as chaves. Nós já sabíamos que pagaríamos essas taxas porque logo ao fechar a reserva com a hotéis.com fomos contatados pela empresa que loca os apartamentos e informados sobre todos os detalhes. De imediato, foi difícil engolir que deveríamos pagar a limpeza, já que esse serviço deveria estar incluso na diária, mas tudo estava tão caro em Veneza, que acabamos achando que compensava pelo preço final da estadia.

                Um funcionário nos acompanhou até o prédio e nos apresentou o apartamento. Logo que a porta se abriu, percebemos que aquele local completaria o encantamento da estadia, era absolutamente lindo, não há como explicar o quanto esse lugar foi especial e tornou nossos dias encantadores, para se ter uma ideia, a janela da sala dava vista para o Grande Canal com sua incessante movimentação de Vaporettos e Gôndolas. Essa seria nossa vista ao amanhecer e ao entardecer, custamos a acreditar que havíamos encontrado algo tão bom em Veneza ao custo de R$ 344,00 por pessoa, o que significou uma diária de R$ 172,12.


Vista da janela do apartamento

Esse prédio vermelho é onde ficava nosso apartamento, nossas janelas são essas do segundo andar.

O Grande Canal apreciado da janela da sala.

                 O apartamento era tão lindo, mas tão lindo, que não dava vontade de sair, mas, a essa altura, devíamos nos apressar, já passava de meio dia e era necessário aproveitar cada segundo nessa cidade encantadora.

                  Resolvemos descer e comprar numa tabacaria bem próxima à Piazza Macuola o ticket de 24 horas de utilização do vaporetto. O vaporetto é uma embarcação típica de Veneza e o principal meio de transporte da cidade, a população o utiliza como nós utilizamos os ônibus. O passe de 24 horas custava 20 euros e para 48 horas, 30 euros. O primeiro ponto de parada, seria obviamente, o principal cartão postal da cidade - a Praça São Marcos.

                   Continua.




 






domingo, 6 de novembro de 2016

10 DIAS EM NOVA YORK PARTE 4 - ENTRE GREENWICH VILLAGE, CHINATOWN E WALL STREET



NY ALÉM DAS COMPRAS






Em nosso quarto dia, fomos conhecer alguns bairros de Manhattan. O roteiro começou no Greenwich Village, pegamos o metrô do hotel em direção a Washington Square Park. É bem bonita essa praça e nós logo a identificamos pelo imenso arco do triunfo construído para comemorar o centenário da posse de George Washington.








 O mais interessante é saber que esse local já foi um pântano e posteriormente, um cemitério. Quando escavaram a rua para construir o parque foram descobertos cerca de 10.000 esqueletos. Essa região é também onde fica a New York University, vários prédios ali pertencem à Universidade, quase todos, eu acho.




Seguindo na direção sul a partir da praça, nós caminhamos até a Merchant's house. Quase ninguém conhece esse museu, mas é uma pequena relíquia que passa despercebida entre a Bowery e a 4th. É uma casa construída em 1832 e conservada sem mudanças, lá dentro ainda existem os móveis, enfeites e outras coisas que pertenceram a família rica que morou lá por cem anos. Não consegui entrar porque só abre meio-dia e eu cheguei antes disso.




 Não esperei abrir porque pretendia fazer uma visita guiada com hora marcada em outro museu ali perto - o Tenement Museum. Se a Merchant's house nos dá uma noção de como viviam os ricos que construíram os EUA, o Tenement museum nos dá a ideia de como viviam os primeiros imigrantes. São alguns apartamentos onde as famílias viviam em condições muito precárias, só dá para fazer a visita com guias e é preciso agendar no site do Museu. Existe uma espécie de encenação que mostra a vida de diferentes famílias e cada visita tem um tema. Eu não agendei, deixei p comprar no dia e me dei mal, não tinha mais vaga para o tema que eu queria.






A minha intenção era continuar caminhando, conhecer Chinatown que é ali perto, mas desisti, achei meio sem graça essa parte da cidade.









De lá, fomos para o Memorial do 11 de Setembro e confesso que me senti muito mal lá. Não sei explicar, senti uma coisa muito ruim naquele lugar, o museu não visitei porque a fila dava muitas voltas.






Decidi seguir a Church street rumo a Wall street. Passei pela Trinity Church e não pude deixar de registrar uma foto, um dia a estrutura dessa igreja que é de 1846 já foi a mais alta da cidade, e muito bonita. Desci um pouco mais e me deparei com aquele touro famoso que quase não podia ser visto de tanta gente que se aglomerava ao redor. Essa região é mais bonita do que eu pensei, segui um pouco mais rumo ao Battery Park de onde consegui tirar umas fotos, com zoom, é claro, da estátua da Liberdade. Foi bem legal, não fui até lá, pretendia ir no dia seguinte ou quando o tempo estivesse melhor.









 Esse roteiro me mostrou que Nova York tem opções para todos os gostos, quem quer ir e ficar só em lojas tudo bem, mas quem quiser ir com outros objetivos, a cidade também tem opções bem culturais e pouco conhecidas.


Para finalizar, como em todas as noites, retornamos a Times, fizemos a compra do nosso jantar na Duane e retornamos ao nosso hotel.

10 DIAS EM NOVA YORK PARTE III - O QUE FAZER NUM DIA DE MUITA CHUVA?


ENTRE O MET, O CLOISTERS E A BROADWAY



O terceiro dia foi de muita chuva  em NY, principalmente na parte da manhã, o que não chegou a ser problema porque era um dia em que já tinha programado visitar museus mesmo. Saí do hotel as 9:20 em direção ao MET, cheguei antes de abrir e debaixo de uma chuva horrorosa, já tinha fila e cinco minutos após, a fila já havia triplicado, até a hora que entrei já era inacreditável de tão grande. Enfim, fiz minha contribuição (para entrar nesse museu, paga-se qualquer valor a título de contribuição, até mesmo $1) e peguei ingressos para 4 pessoas.





Quem já foi ao Louvre em Paris pode ter uma ideia do que é o MET, gigantesco e muito, mas muito bonito arquitetonicamente. Visita-lo requer uma preparação prévia, o ideal é entrar antes no site do Museu e dar uma olhada nas galerias para ver as que mais interessam,, é possível visualizar todas pelo site. Durante a minha visita percorri várias salas, mas o destaque ficou para as galerias medievais de armas e armaduras e de arte medieval, além da galeria egípcia.






 O famoso templo de Dentur que é de 15 a.C é a estrela da ala egípcia, em frente ao templo existe uma galeria onde estão em exposição uma grande quantidade de sarcofagos egípcios.




 Fosse um dia de sol, nós teríamos saído do museu e caminhado pelo Central Park, mas o tempo estava feio lá fora e fazia muito, mas muito frio nessa manhã de janeiro. Tentando lembrar de algum outro museu onde pudéssemos passar o restante desse dia, lembrei que eu havia lido sobre o Cloisters, um museu construído com restos de claustros, capelas e salões medievais que fica numa região muito bonita da cidade embora afastada.

O Cloisters faz parte do MET e quem visita o MET não precisa pagar para entrar no Cloisters desde que ambas as visitas sejam feitas no mesmo dia. A tarefa não era fácil porque os dois museus são bem distantes, o Cloisters fica em Margaret Corbin, mas estávamos decididos.

 Para chegar lá saímos do MET em direção a 86st (mesma estação em que descemos) e no caminho fomos apreciando a arquitetura do Upper West site. Pegamos a linha B sentido uptown, descemos na 161, onde pegamos outra linha (não lembro qual) p 145 e de lá pegamos a linha A, disso eu lembro direitinho, a linha para quem quer visitar o cloisters é essa. Descemos na 190 e andamos até o museu que fica dentro do Fort Tryon Park.




Esse local é muito bonito, o tempo estava feio no dia mas mesmo assim deu para ver o quanto é bonito, imaginem numa tarde de sol.







Bom, quanto ao Cloisters, enquanto museu, é questão do gosto, é um mosteiro e quem já teve oportunidade de entrar num mosteiro sabe como é a arquitetura. O acervo deles é, obviamente, constituído por imagens, objetos religiosos, tapeçarias e lindos jardins, tudo genuinamente medieval. 



 Para ser sincera, pela distância vale mais a pena pela beleza do local do que pelo mosteiro propriamente.

Para terminar o dia, voltamos a Times Square para assistir Os Miseráveis no Teatro Imperial. É um espetáculo belíssimo.

Para quem conhece a história sabe que trata-se da saga de Jean Valjean, um homem vítima de muitas injusticas sociais. Preso por roubar um pão, passa anos na prisão. A peça começa no momento em que ele vive seus últimos dias de prisioneiro, exatamente como no filme. O desenrolar da vida do personagem também é mostrado de uma forma muito linda, um show de interpretação dos atores/cantores. 

 A história se passa no século XIX e tem como pano de fundo o momento histórico que a França vivia. População miserável, massacrada e ansiosa por liberdade, mostra também a dura realidade das mulheres. Por incrível que pareça tudo isso é retratado na peça. Vale muito a pena e dá para compreender muito bem mesmo sem ter fluência em inglês, quem assistiu o filme entende tudo.

Após a peça, mais um passeio pela Times Square e pegamos o metrô de volta para o nosso hotel. A programação desse dia foi muito intensa, nós almoçamos lá pelas 16hs no entrono da Times Square e como não estávamos hospedados em Manhattan, sequer pudemos voltar ao hotel para nos arrumarmos antes de assistir ao espetáculo. Enfim, hospedar-se fora da ilha tem ônus e bônus como tudo na vida.




domingo, 30 de outubro de 2016

NOVA YORK PELA PRIMEIRA VEZ - COMO ENCONTRAR PASSAGENS BARATAS?

Olá amigos!!


         Estamos de volta para compartilhar com os leitores a nossa última aventura de 2015 e primeira de 2016. Isso mesmo, terminamos nossas aventuras do ano passado em grande estilo, na famosa, na desejada, na cosmopolita, na polêmica Nova York.


          Passar o réveillon na Big Apple sempre esteve entre os meus sonhos de consumo, mas visitar o EUA, sempre foi um projeto relegado a segundo plano, primeiro porque meus companheiros de viagem nunca se animaram muito com esse roteiro e segundo porque eu tinha pena de gastar meu rico dinheirinho solicitando o famigerado visto.


          Daí, em meados do ano passado, com o dólar ainda na casa dos R$ 3,70 decidi que iria visitar NY ainda aquele ano e providenciei os vistos meu e dos meus amigos viajantes rsrs. Bom, depois de devidamente autorizados a visitar a terra do Tio Sam, dediquei uns 15 longos dias a encontrar passagens aéreas baratas, o que não era nada fácil em se tratando de visitar a Big Apple no final do ano, uma das épocas onde a cidade é mais procurada e fica mais cheia.


         Criei um alerta de voo no site Skyscanner e todos os dias eu olhava para verificar as tarifas praticadas pelas companhias aéreas. A Decolar.com também foi outro site de busca que utilizei muito, mas foi através do Skyscanner mesmo que descobri uma tarifa aceitável da American Airlines para viajar no dia 27/12 e retornar no dia 05/01, ambas as viagens em voos diretos e noturnos.


         Um detalhe sobre o site é que ele nos mostra não somente os preços praticados pelas companhias aéreas, mas também os preços praticados por agências virtuais como Viajanet, Expedia, E-dreams, dentre outras, então fique atento. Só vale a pena animar-se com os preços quando você verificar que se trata de tarifa praticada pela própria companhia aérea, quando aparece a informação de que aquele preço refere-se a tarifa praticada pela TAM, por exemplo, aí sim, vale a pena clicar em comprar, lembrando que o skyscanner não vende a passagem, ele apenas busca e ao clicar em comprar você será remetido diretamente ao site da própria companhia.


             Eu sempre oriento as pessoas a ficarem atentas a esses detalhes porque quando o preço mostrado pelo site for referente a preços de agências virtuais, aquele valor que aparece no skyscanner não será o preço final. Quando você clicar em comprar, será remetido para o site da agência e então serão acrescidas taxas e encargos que encarecerão o preço da sua passagem. É o que eu chamo da famosa pegadinha, você encontra a passagem por R$ 1200,00 se anima e quando finaliza a compra no site da agência verifica que esses R$ 1.200,00 transformaram-se em R$ 2.400,00 ou mais.

           Portanto, atente-se a essa dica, as únicas tarifas que realmente valem a pena são as das próprias companhias aéreas, pois o preço que o Skyscanner te mostrar já corresponderá ao preço final com taxas e encargos incluídos.


           Dentre as agências virtuais, a única na qual confio por já ter usado o serviço dela inúmeras vezes é a decolar.com e sinceramente, não sei qual é a mágica que eles fazem, mas muitas vezes você encontrará com eles tarifas mais baixas do que as das próprias companhias aéreas. Digo isso porque já pesquisei mil vezes para fazer essa comparação e constatei. Se eu quiser ir para Nova York dia 10/02 por exemplo, é bem possível que eu encontre uma determinada tarifa no site das companhias aéreas e uma tarifa mais baixa já com encargos e tudo no site da decolar.com.

           Por fim, vale destacar que outra forma vantajosa de comprar (as vezes) é reservar o voo e o hotel com a decolar, é possível conseguir um bom desconto, lembrando que eles possuem uma vasta relação de hotéis para serem escolhidos, desde os melhores até os piores. Antes de escolher o seu, verifique no site TripAdvisor a opinião de pessoas que já se hospedaram naquele local.

            Esses foram os caminhos que nós percorremos para comprar a passagem aérea rumo a NY, mas servem para compra de qualquer passagem, independentemente do destino. Experimente você também.




10 DIAS EM NOVA YORK PARTE II - VISITANDO EM ALTA TEMPORADA O TOP OF THE ROCK E O MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL SEM PEGAR FILAS E SEM COMPRAR NY CITY PASS


SEGUNDO DIA EM NY











A programação oficial para o segundo dia em nova York era subir ao Top of The Rock no final da tarde e passar o dia visitando o Museu de História Natural e o Central Park. Nessa viagem, apesar de ser nossa primeira vez em NY, optamos por não comprar os passes como NY city pass, NY pass, nem nada do gênero, estavam muito caros e não compensariam. Nunca vai entrar na minha cabeça o motivo que leva uma pessoa a comprar um passe desse onde estão inclusas atrações, cujo valor de entrada é sugerido.


Sim, talvez você não saiba mas, a entrada do MET e do Museu de História Natural são pagas através de contribuições, o visitante pode pagar quanto quiser sem constrangimento algum e EM QUALQUER DIA DA SEMANA OU HORÁRIO. O valor que o museu coloca como sugestão de $25 por exemplo, não passa de uma mera sugestão como o próprio nome já diz. Entretanto, você pode pagar quanto quiser, até mesmo 1 dólar e isso sem constrangimento, em nenhum momento se sentirá maltratado pelo atendente.


Voltando ao roteiro, aproveitar as principais atrações de Nova York em altíssima temporada (véspera de réveillon), nos parecia perfeitamente possível, porém, exigiria planejamento e foi o que fizemos.  Saímos do hotel às 8:40 pegamos o metrô linha N e em 15 minutos descemos na 49. Fomos direto ao Rockfeller center para comprar os ingressos p noite, a cidade estava lotada então tudo tinha que ser feito cedo para evitar filas. Chegando, compramos o ingresso (sem fila) para subir as 4 da tarde, mas pretendíamos ficar lá em cima até anoitecer.


Do Rockfeller, pegamos a linha B para ir ao Museu de História Natural. Como era cedo (antes das 10) também quase não tinha fila. Na hora de pagar achei que ficaria meio sem graça de contribuir com o valor que eu pudesse mas a atendente foi tão simpática, me deixou tão a vontade que não tive constrangimento nenhum. Enfim, fiz minha contribuição para quatro ingressos e entramos. O museu é bem legal, tem uma coleção que surpreende, já na entrada, no local onde compram-se os ingressos nos deparamos com um imenso barossauro - a peça mostra uma mãe barossauro protegendo seu bebê do ataque de um predador.












Os esqueletos que estão lá foram montados a partir de fósseis originais, então só pelo cartão de visita já dá para ter uma ideia do que se encontrará lá dentro, passamos algumas horas no Museu. Depois fomos ao Central Park. O dia estava bonito e demos uma boa caminhada por lá, passamos pela Bethesda Fountain e pela escultura de Alice. Mesmo sem neve é bonito. Não andamos o parque todo porque voltariamos lá no dia seguinte quando visitassemos o MET.














A minha ideia era sair do Central park e continuar subindo a 5 Av. em direção a Catedral St. Jonh de Divine, mas esqueci meu roteiro, passou uma nuvem na minha mente e decidi entrar no metrô e ir para o outro lado da cidade mesmo com o horário apertado (teríamos que estar as 4 horas no Rockfeller center). Enfim, pegamos a linha sete e fomos até estação Brooklyn Bridge City Hall. Eu tinha pesquisado que ali perto fica o One World, o Memorial do 11 de Setembro... Quando saímos do metrô demos de cara com a Ponte do Brooklyn e daí esquecemos o que fomos fazer ali e caminhamos até ela. Só andei metade da ponte por causa do tempo mas estava decidida a voltar em outro dia para atravessá-la.














 Quando voltamos, caminhamos em direção ao One World e tive que parar para tirar uma foto no City Hall que é a sede do governo Municipal desde 1812 e na St. Paul's Chapel. Essa igreja é uma relíquia, ficou intacta após os atentados de 11 de Setembro. Pelo que pesquisei antes de vir é a única igreja sobrevivente do período anterior à Guerra da Independência e está muito preservada.








 Almoçamos por ali mesmo e tivemos que partir p Rockeffeler center as 3:30h, bem em cima da hora. Conseguimos chegar rápido, mesmo com ingresso comprado, pegamos uma fila para subir, estava lotado mas tudo muito organizado. Ficamos até anoitecer e quando descemos, andamos em direção a Times...paramos numa farmácia, compramos comida rsrs e voltamos p hotel novamente exaustos.


Vista do Top of the Rock - o entardecer desse ponto é muito bonito, recomendo que compre seu ingresso para o final dia e permaneça lá em cima até anoitecer.

10 DIAS EM NOVA YORK PARTE I

CHEGANDO EM NOVA YORK NUM DIA DE INVERNO 


"Big apple", "cidade que nunca dorme", "esquina do mundo", são apenas algumas das expressões que nos fazem logo lembrar de Nova York. Não sei se na minha vida conhecer NY era um sonho, acho que era mais uma vontade mesmo de fazer um roteiro óbvio, ir a um local que todo mundo deseja, cidade dos filmes, cidade onde tudo parece ser possível. De certa forma, estar em Nova York é mesmo como estar num filme, reconhecemos tantos lugares, a sensação de já termos estado ali é inevitável.

A viagem requer planejamento, já que trata-se de uma cidade que devemos conhecer a pé e cuja hospedagem é uma das mais caras do mundo, situação que se agrava bastante quando falamos de Nova York no final do ano.


Pois bem, uma vez decidida a hospedagem, através do hoteis.com no Home 2 suítes by Hilton, (que não fica em Manhattan e sim em Long Island) partimos (eu e minha trupe de sempre) no dia 27/12 rumo a tão sonhada e idealizada NY, onde passaríamos 10 longos dias.

Há quem considere 10 dias nessa cidade um tempo excessivo, mas isso é muito relativo, com uma boa dose de pesquisa sempre descobrimos roteiros inusitados em qualquer cidade do mundo e contando com os diversos passeios de bate e volta que são possíveis a partir de NY, 10 dias nos pareceram até pouco.

Nesse relato, vamos falar  sobre como foi chegar à cidade as 6:00hs da manhã e o roteiro do primeiro dia fazendo os programas mais óbvios e encantadores do mundo. Caso você esteja viajando na mesma época que a gente ou em qualquer data entre em dezembro e fevereiro, lembre-se de levar agasalhos bem pesados na sua bagagem de mão ok? Sim, eu sei que é complicado sair do verão de 40 graus de cidades como o Rio de Janeiro carregando casacos na mão, mas acredite, ao chegar em Nova York, você vai agradecer por ter fácil acesso as suas roupas bem quentinhas, principalmente se estiver chegando de manhã, pois a maioria dos hotéis só abre o check-in às 16hs, o que significa que terá um longo dia gelado pela frente andando pelas ruas de NY e sem casacos adequados é impossível aguentar.



DO AEROPORTO A LONG ISLAND CITY


Ao pisarmos o solo americano depois de um voo pontualíssimo e impecável da American Airlines, estávamos preparados para deixar as malas no nosso hotel e já ir passear porque o check-in se iniciaria apenas as 15:00. Iríamos do aeroporto para o hotel utilizando o AirTrain - um monotrilho que liga os 8 terminais do aeroporto JFK -  e depois o metrô até Long Island City onde ficava nosso hotel. 

Nesse ponto é importante destacarmos que existem muitas formas de ir do aeroporto a Manhattan ou a Long Island, é possível contratar táxi, transfers privativos com motoristas que cobram em média 100 dólares pelo percurso (valor que achei absurdo com o dólar a R$ 4,00), Uber, Super Shutle (transfers compartilhados), dentre outras.

A forma mais barata de todas, entretanto, é utilizando o AirTrain  do aeroporto (seguir a as placas) até a estação Jamaica e de lá fazer a baldeação para linha de metrô que passe mais perto do seu hotel, isso obviamente, requer que você pesquise antes as linhas que ficam próximas a sua hospedagem e o local onde deverá descer.

Tenha em mente ainda que a maioria das estações de metrô da cidade não contam com rampas ou escadas rolantes, logo, sua mala deverá ser carregada escadaria acima, escadaria abaixo. Avalie esse detalhe principalmente se estiver com criança, ou tenha algum problema de saúde que o impeça de fazer esse esforço.

 No nosso caso, ao tentarmos achar as indicações para o AirTrain  fomos abordados por tantos motoristas brasileiros que ficamos tentados a fechar um transfer por 20 dólares cada um, afinal estávamos cansados e cheios de malas. Pois bem, fechamos e o motorista nos levou por esse valor, a nós e mais dois casais de brasileiros que chegaram no mesmo voo. Não é muito recomendado fechar o transfer com essas pessoas que ficam no desembarque, quando voltei, ouvi muitos relatos de brasileiros que caíram em golpes e acabaram pagando muito mais caro.

A nossa contratação se deu por desconhecimento mesmo e talvez por sorte ou algo do gênero, em 20 minutos chegamos a um dos melhores hotéis no quais me hospedei na vida, reservado e pago em reais pelo site hotéis.com.

HOSPEDANDO-SE FORA DE MANHATTAN



Por questões econômicas, decidimos com certo receio, reservar um hotel fora da ilha de Manhattan, mas em local que tivesse fácil acesso ao metrô, principal meio de locomoção da cidade. Hoje, aquele receio nos parece infundado, uma grande bobagem, foi tão bom ficar em Long Island, mas tão bom, que nunca, em hipótese alguma, pensaremos novamente em nos hospedar em outro local que não seja esse. Como dissemos acima, o hotel escolhido foi o Home2 suítes by Hilton, mas nesse mesmo local existem opções mais em conta e muitíssimo bem cotadas, como o Quality Inn Long Island City, que não tinha mais disponibilidade para nossas datas




 Dá para ver nas fotos abaixo duas coisas: o hotel por fora é lindo e muito novo e nosso apartamento era um estúdio equipado com cozinha completa na qual dispúnhamos de tudo o que era necessário ao preparo de uma refeição. Foi muito útil termos escolhido esse tipo de hospedagem.
Esse quarto tinha capacidade para quatro pessoas, a cortina divide o quarto em dois ambientes e o sofá transforma-se numa cama.




 Para nossa sorte havia um quarto já disponível e nos permitiram antecipar o check-in sem nenhum custo adicional. Entramos, deixamos as malas e ainda tomamos o café do hotel rsrs. O local é bem perto  da estação 39 onde passam as linhas Q e N (bem perto mesmo, logo ao sair da estação já é possível avistar o hotel). Em 15 minutos, estávamos descendo na 49 e já demos de cara com uma parte da Times Square, quase não conseguimos continuar andando de tanto que tiramos fotos.






Uma quadra a frente avistamos o Radio City Music Hall e mais uma quadra adiante avistamos o Rockeffeler center com a sua lotada pista de patinação e sua peculiar e aguardadíssima decoração natalina. Voltando a seguir a 5ª Av. avistamos a St. Patrick's Church, que é uma das igrejas mais bonitas que já tive oportunidade de conhecer.









 Depois, como subir no Top Of the Rock (um dos mirantes mais famosos de NY de onde se obtém a foto de cartão postal do Empire State) aquela hora não era uma opção porque o tempo estava muito nublado, decidimos continuar subindo a famosa 5ª Av. Dobramos na 54 e seguimos no sentido da Grand Central Terminal.

No início da  Park Av. avistamos a St. Bartolomew's church e o General Eletric Building. Não é nada tão grandioso mas eu havia lido algo a respeito. Salvo engano, o arranha-céu foi construído anos após a igreja de modo que combinasse arquitetonicamente com ela. Achei lindo esse local, observando-se rápido parece que ambas as construções são uma só.




Apenas um pouco mais a frente fica o Grand Central Terminal, é muito bonito, também vale a pena a visita. As escadarias foram inspiradas na Ópera de Paris, tudo para exaltar a época de Ouro das ferrovias. No subsolo tem restaurantes e lanchonetes para todos os gostos e foi lá que almoçamos. 







 Ao sair, voltamos para 5 Av. e logo passamos pela livraria pública que é um espetáculo  arquitetônico e em seguida pelo Bryant Park e sua charmosíssima pista de patinação.









No Bryant Park tivemos que sentar para apreciar um pouco esse lugar. Depois seguimos em direção a Time Square e ao chegar lá, novamente quase não conseguimos fazer mais nada de tanto que tiramos foto, mas quem já foi sabe que é difícil parar.







Uma vez na Times, fomos direto ao Teatro Imperial para trocar os tickets que comprei com a Tam ainda no Brasil para assistir ao espetáculo da Broadway Os Miseráveis. Trocamos sem burocracia alguma. Nós não assistiríamos ao musical naquele dia, mas já quisemos deixar o ticket devidamente providenciado e foi a melhor decisão. No dia 30/12, voltamos ao teatro apenas para assistir a peça.

De volta a 5Av. andamos na direção do Empire State que não estava tão cheio, talvez porque o dia não fosse propicio, estava muito nublado mesmo. Seguimos até o Flatiron building (é um edifício de esquina bem famoso em NY) e não sei como consegui força mas virei na 23 e do nada já me peguei fazendo umas comprinhas de cosméticos na Harmon, uma loja de cosméticos excelente no bairro Chelsea. 


A propósito, o Chelsea é um bairrozinho encantador, onde nos hospedamos na segunda parte da viagem (fica para outro post). É lá também o local onde fica uma das melhores, senão a melhor, loja de departamentos de NY, a famosa Burlington.


Ainda passeando pelo bairro, aproveitamos para fazer compras de comida na Duane. Nesse ponto é bom destacar que no EUA, as farmácias vendem de tudo, de tudo mesmo, inclusive comida congelada, a Duane é uma das redes mais famosas e você encontrará, desde itens de maquiagem até pequenas refeições. Como nos hospedamos num estúdio que contava com geladeira, micro-ondas e louças, preparamos nosso próprio jantar. Voltamos cedo porque a essa altura, lá pelas 18hrs da tarde ninguém mais tinha pernas para continuar andando.



Esse é o Flatiron Building


Ruas do Chelsea





























Continua...