ENTRE O MET, O CLOISTERS E A BROADWAY
O terceiro dia foi de muita chuva em NY, principalmente na parte da manhã, o que não chegou a ser problema porque era um dia em que já tinha programado visitar museus mesmo. Saí do hotel as 9:20 em direção ao MET, cheguei antes de abrir e debaixo de uma chuva horrorosa, já tinha fila e cinco minutos após, a fila já havia triplicado, até a hora que entrei já era inacreditável de tão grande. Enfim, fiz minha contribuição (para entrar nesse museu, paga-se qualquer valor a título de contribuição, até mesmo $1) e peguei ingressos para 4 pessoas.
Quem já foi ao Louvre em Paris pode ter uma ideia do que é o MET, gigantesco e muito, mas muito bonito arquitetonicamente. Visita-lo requer uma preparação prévia, o ideal é entrar antes no site do Museu e dar uma olhada nas galerias para ver as que mais interessam,, é possível visualizar todas pelo site. Durante a minha visita percorri várias salas, mas o destaque ficou para as galerias medievais de armas e armaduras e de arte medieval, além da galeria egípcia.
O famoso templo de Dentur que é de 15 a.C é a estrela da ala egípcia, em frente ao templo existe uma galeria onde estão em exposição uma grande quantidade de sarcofagos egípcios.
Fosse um dia de sol, nós teríamos saído do museu e caminhado pelo Central Park, mas o tempo estava feio lá fora e fazia muito, mas muito frio nessa manhã de janeiro. Tentando lembrar de algum outro museu onde pudéssemos passar o restante desse dia, lembrei que eu havia lido sobre o Cloisters, um museu construído com restos de claustros, capelas e salões medievais que fica numa região muito bonita da cidade embora afastada.
O Cloisters faz parte do MET e quem visita o MET não precisa pagar para entrar no Cloisters desde que ambas as visitas sejam feitas no mesmo dia. A tarefa não era fácil porque os dois museus são bem distantes, o Cloisters fica em Margaret Corbin, mas estávamos decididos.
Para chegar lá saímos do MET em direção a 86st (mesma estação em que descemos) e no caminho fomos apreciando a arquitetura do Upper West site. Pegamos a linha B sentido uptown, descemos na 161, onde pegamos outra linha (não lembro qual) p 145 e de lá pegamos a linha A, disso eu lembro direitinho, a linha para quem quer visitar o cloisters é essa. Descemos na 190 e andamos até o museu que fica dentro do Fort Tryon Park.
Esse local é muito bonito, o tempo estava feio no dia mas mesmo assim deu para ver o quanto é bonito, imaginem numa tarde de sol.
Bom, quanto ao Cloisters, enquanto museu, é questão do gosto, é um mosteiro e quem já teve oportunidade de entrar num mosteiro sabe como é a arquitetura. O acervo deles é, obviamente, constituído por imagens, objetos religiosos, tapeçarias e lindos jardins, tudo genuinamente medieval.
Para ser sincera, pela distância vale mais a pena pela beleza do local do que pelo mosteiro propriamente.
Para terminar o dia, voltamos a Times Square para assistir Os Miseráveis no Teatro Imperial. É um espetáculo belíssimo.
Para quem conhece a história sabe que trata-se da saga de Jean Valjean, um homem vítima de muitas injusticas sociais. Preso por roubar um pão, passa anos na prisão. A peça começa no momento em que ele vive seus últimos dias de prisioneiro, exatamente como no filme. O desenrolar da vida do personagem também é mostrado de uma forma muito linda, um show de interpretação dos atores/cantores.
A história se passa no século XIX e tem como pano de fundo o momento histórico que a França vivia. População miserável, massacrada e ansiosa por liberdade, mostra também a dura realidade das mulheres. Por incrível que pareça tudo isso é retratado na peça. Vale muito a pena e dá para compreender muito bem mesmo sem ter fluência em inglês, quem assistiu o filme entende tudo.
Após a peça, mais um passeio pela Times Square e pegamos o metrô de volta para o nosso hotel. A programação desse dia foi muito intensa, nós almoçamos lá pelas 16hs no entrono da Times Square e como não estávamos hospedados em Manhattan, sequer pudemos voltar ao hotel para nos arrumarmos antes de assistir ao espetáculo. Enfim, hospedar-se fora da ilha tem ônus e bônus como tudo na vida.










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