CHEGANDO EM VENEZA - CHECK-IN NO APARTAMENTO
"Não sabemos se o amor existe, mas se existe, está em Veneza", essa foi a frase que marcou a curta estadia numa das cidades mais incríveis onde já tive oportunidade de pisar. A autoria não conheço, mas lembro de tê-la ouvido durante a apresentação de uma peça encenada ao ar livre no meio da Praça São Marcos. Na ocasião, atores lindamente vestidos em trajes de época se apresentavam para uma pequena multidão que se aglomerava, falavam apenas em italiano e o objetivo era retratar um pouco da vida naquele local em séculos passados. Entre as poucas frases que consegui compreender estava a frase que inicia o post, achei tão apropriada e verdadeira que nunca mais esqueci.
Veneza não era exatamente um sonho, conhecê-la não, mas revisitá-la, certamente passou a ser. A cidade estava no roteiro de uma eurotrip que realizei com minha família em fevereiro de 2017, pretendíamos passar uma semana na Itália e uma semana na Espanha, a viagem que começou em Roma, passou por Florença de onde partimos rumo a polêmica Veneza.
Chegamos de trem, a passagem comprada com apenas dois dias de antecedência no guichê da Trenitália na estação central de Florença, custou 50 euros e o apartamento que aluguei no bairro Cannaregio através do site hotéis.com - The Charm Suítes - custou R$ 1.377,80 (esse valor foi o total para hospedar 4 pessoas em fevereiro de 2017).
Eis que, numa fria manhã de segunda-feira, desembarcamos em Veneza. Vai ser difícil esquecer o que senti logo ao sair da estação Santa Lucia e me deparar com a vista do canal rodeado por uma paisagem que tantas vezes vi em filmes e fotos, a manhã estava apenas começando e a cidade envolta em leve névoa que aos poucos se dissipava. As malas estavam pesadas e eu sabia que precisaríamos andar um bom pedaço até o local onde faríamos o check-in, estávamos preocupados com isso e com várias outras coisas, pois era a primeira vez que alugávamos um apartamento, mas por alguns minutos foi como se nada disso importasse. Eu e meus companheiros de viagem apenas paramos e admiramos a paisagem, senti a voz embargar e uma estranha vontade de chorar foi controlada. Nunca pensei que sentiria isso novamente depois da primeira vez em Paris (em 2012), mas era exatamente a mesma sensação, assim como Paris, Veneza me emocionou a primeira vista e jamais conseguirei explicar a conexão que sinto em alguns lugares.
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| Paisagem que nos saudou ao sairmos da estação |
Como já havia pesquisado no Google Maps e conforme orientação dos locadores do apartamento, eu já sabia que não utilizaríamos transporte nenhum para chegar ao apartamento e até isso foi meticulosamente pensado, já que seria bastante complicado chegar em Veneza já precisando destrinchar o complexo meio de transporte da cidade. Saímos então da estação e seguimos pela Rua Lista di Spagna até avistarmos a Guglie's Bridge, atravessamos a ponte e encontramos o Campo San Leonardo, a partir de onde entramos em um beco, viramos à esquerda e numa ruazinha que daria direto no Grande Canal estava o prédio.
No local não há recepção, deixei parte da minha família com as malas em frente à entrada e fui procurar o endereço do apart onde deveríamos fazer o check-in, os locadores nos passaram todas as instruções previamente e sabíamos que o local ficava bem próximo dali e realmente não foi difícil encontrar a Calle Rabia, onde apresentamos nossos documentos, pagamos as taxas de limpeza e de internet (no valor de 80 euros, mais a taxa de 2 euros por dia e por pessoa pelo uso do Wi-Fi) e pegamos as chaves. Nós já sabíamos que pagaríamos essas taxas porque logo ao fechar a reserva com a hotéis.com fomos contatados pela empresa que loca os apartamentos e informados sobre todos os detalhes. De imediato, foi difícil engolir que deveríamos pagar a limpeza, já que esse serviço deveria estar incluso na diária, mas tudo estava tão caro em Veneza, que acabamos achando que compensava pelo preço final da estadia.
Um funcionário nos acompanhou até o prédio e nos apresentou o apartamento. Logo que a porta se abriu, percebemos que aquele local completaria o encantamento da estadia, era absolutamente lindo, não há como explicar o quanto esse lugar foi especial e tornou nossos dias encantadores, para se ter uma ideia, a janela da sala dava vista para o Grande Canal com sua incessante movimentação de Vaporettos e Gôndolas. Essa seria nossa vista ao amanhecer e ao entardecer, custamos a acreditar que havíamos encontrado algo tão bom em Veneza ao custo de R$ 344,00 por pessoa, o que significou uma diária de R$ 172,12.
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| Vista da janela do apartamento |
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| Esse prédio vermelho é onde ficava nosso apartamento, nossas janelas são essas do segundo andar. |
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| O Grande Canal apreciado da janela da sala. |
O apartamento era tão lindo, mas tão lindo, que não dava vontade de sair, mas, a essa altura, devíamos nos apressar, já passava de meio dia e era necessário aproveitar cada segundo nessa cidade encantadora.
Resolvemos descer e comprar numa tabacaria bem próxima à Piazza Macuola o ticket de 24 horas de utilização do vaporetto. O vaporetto é uma embarcação típica de Veneza e o principal meio de transporte da cidade, a população o utiliza como nós utilizamos os ônibus. O passe de 24 horas custava 20 euros e para 48 horas, 30 euros. O primeiro ponto de parada, seria obviamente, o principal cartão postal da cidade - a Praça São Marcos.
Continua.







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