quarta-feira, 28 de outubro de 2015

LISBOA EM UM DIA E MEIO PARTE I


 1º dia – Chegada a Lisboa


Vista da Praça Marquês de Pombal a partir do Parque Eduardo VII


 Aproximadamente 9 horas de voo separam Lisboa do Rio de Janeiro. Partindo de um voo noturno é possível chegar à capital portuguesa no finalzinho da manhã ou início da tarde (já considerando o fuso horário de duas ou três horas dependendo do horário de verão, pois Lisboa está duas horas a nossa frente, no horário de verão essa diferença sobre para três horas).
Muita gente tem dúvida sobre como aproveitar o dia de chegada, seja em Lisboa ou em qualquer cidade do mundo da qual estejamos separados por um longo tempo de viagem. É normal estar cansado depois de muitas horas de avião, mas no nosso caso, descansar estaria completamente fora de cogitação. Descansar em euros? Nem pensar! Quando queremos descansar viajamos todos para Penedo rsrs, uma cidadezinha muito charmosa no interior do Rio de Janeiro, que até pode ser objeto de um post um dia desses, quem sabe? Na Europa não, nossa rotina é puxada, acordamos cedo, dormimos tarde e nos alimentamos como dá.
Em Lisboa chegamos com um cronograma redondinho para não perdermos nem um minuto sequer do nosso escasso tempo. Com aluguel do carro fechado no Brasil, tivemos o trabalho apenas de chegar ao aeroporto, procurar o stand da locadora (reservamos através do site rental cars), pegar o nosso carro e partir para deixar as malas no hotel, iniciando o roteiro. Depois de algum atraso na liberação do veículo por causa da fila, conseguimos fazer check-in no Miraparque por volta das 13:00hs.



OBS 1. Para conhecer Lisboa não é necessário carro, não recomendo de jeito nenhum. A melhor forma de conhecer a cidade é andando ou a bordo dos encantadores eléctricos. No nosso caso especificamente, o carro foi útil apenas para a locomoção entre cidades, pois pretendíamos ir de Lisboa ao Porto em quatro dias. Para quem tem mais tempo em Lisboa e quer conhecer outras cidades, todas as mencionadas no nosso roteiro são de fácil acesso por transporte público. Trens e/ou ônibus fazem esses trajetos. Imagino que seja uma delícia viajar de trem entre Lisboa e Porto.
 
 
OBS 2. Para quem não estiver de carro uma opção para ir do aeroporto ao centro de Lisboa é o Aerobus, um ônibus que sai do aeroporto em direção ao centro da cidade e algumas regiões (o ponto fica bem em frente a saída do desembarque). Existem placas indicando, é bem fácil encontrar. Opção muito mais econômica do que o táxi, custa em média de 3 a 5 euros no máximo, permitindo o aceso a outros meios de transporte da cidade por 24hs.

O ônibus é confortável e faz paradas em diversos pontos. Circula das 7h às 23h em duas linhas – a city center  e a financial center. Acesse o site Yellow bus para saber qual linha faz parada na região próxima ao seu hotel e para comprar bilhetes on-line, que também podem ser adquiridos na hora do embarque pagando direto (em dinheiro) ao motorista.

 
Eu mamis registrando a entrada do nosso hotel.
O Miraparque, fica na Av. Sidónio Pais 12, ao lado do Parque Eduardo VII e da Praça Marquês de Pombal. Pesquisamos através do Booking  e conferimos a opinião dos hóspedes no TripAdvisor (é sempre assim que escolhemos nossas hospedagens).
Local excelente com localização maravilhosa. Todo mundo fala sobre o Chiado, que é o melhor bairro para se hospedar em Lisboa, mas eu fiquei perto da Marquês de Pombal e não tenho do que reclamar. O hotel tinha total infraestrutura, quartos limpos, espaçosos, atendimento cordial, a apenas alguns metros de uma estação de metrô e literalmente ao lado do Parque Eduardo VII, enfim... só tenho elogios, foi uma opção mais em conta dentro do tipo de hospedagem que estávamos procurando.

 Depois de deixar as malas no hotel e guardar o carro num estacionamento próximo (o hotel não dispunha de um), partimos para conhecer os pontos turísticos do entorno. Esperávamos encontrar no caminho um local onde pudéssemos fazer ao menos um lanche, já que a essa altura, por volta das 14:30, 15:00 da tarde ninguém pensava mais em almoçar...é não tem jeito, aproveitar ao máximo uma viagem curta requer
 
Iniciamos fazendo uma caminhada ao longo do belo parque Eduardo VII. Subindo em direção oposta a da Praça Marques de Pombal é possível ter uma vista linda da cidade com o rio Tejo ao fundo. Para um final de tarde apreciando o pôr do sol esse parece um excelente local, no nosso caso foi o primeiro ponto turístico a nos render lindas fotos.
 

















 
 
Após os clicks, descemos o parque de volta na direção da Praça Marquês de pombal, pegamos o metrô na estação de mesmo nome (linha azul em direção à Santa Apolónia) e soltamos na estação Baixa-Chiado.

Logo ao sair, entramos na Rua Garrett e demos de cara com a estátua de Fernando Pessoa que fica bem em frente ao famoso Café A Brasileira onde o escritor costumava passar algumas de suas tardes.

 
Eu batendo um papo com Fernando sob os olhares curiosos dos meus sogros.

Depois de contemplar a confusão de elétricos e carros nas ruas, além da lindíssima arquitetura do Chiado, nos perdemos pelas ruas do bairro, entramos em algumas lojinhas, visitamos os famosos Armazéns do Chiado, passamos pela centenária livraria Bertrand e nos encantamos com cada detalhe.
 

 

 
 

Na foto abaixo é possível ter uma ideia dos autos e baixos de Lisboa, conhecida como a cidade das sete colinas, é repleta de ladeiras e ruas estreitas, algumas cujo acesso é tão difícil por ônibus que tornam indispensável a utilização dos encantadores elétricos. Eis um dos motivos pelos quais esse meio de transporte atravessou o século muito utilizado por Lisboetas e turistas.
 
 
 


Ah não preciso dizer que a essa altura, lá pelas 16:30 da tarde, o grupinho que ficou o dia todo só com o café da manhã do avião e a base de biscoitinhos o resto do dia, já não se aguentava mais de fome. Paramos então numa lanchonete muito charmosa chamada Sacolinha (ainda no Chiado). Todos pediram sanduíches, mas confesso que estava curiosa por experimentar o bolinho de bacalhau português e o famoso pastel de nata, mais conhecido por nós como pastel de Belém.

 Num primeiro momento, quis sair correndo de lá quando vi que meu bolinho de bacalhau estava mais frio do que uma pedra de gelo e chamei o garçom, um simpático brasileiro. Com toda paciência, ele me explicou que lá é comum comer bolinho de bacalhau frio e que se quiséssemos o bolinho quente deveríamos falar na hora do pedido rsrsrsrs. Achei um gosto português meio inusitado, tem alguma coisa melhor do que bolinho de bacalhau quentinho com um fio de azeite?


Bom, recarregadas as energias e degustada a deliciosa iguaria portuguesa que é o pastelzinho de nata (porque eles só chamam pastéis de Belém aqueles que são vendidos em Belém rsrs) demos continuidade a nossa exploração. Chegamos à Baixa, outra região famosa de Lisboa. Foi inevitável nos encantarmos com a belíssima Rua Augusta, uma das mais tradicionais, caminho para conhecermos dois dos principais pontos turísticos  – o elevador de Santa Justa e o Convento do Carmo.

 A ideia era irmos direto ao elevador e ao convento, mas nos perdemos completamente na Rua Augusta em meio a beleza da arquitetura e todo tipo de lojinhas rsrsrs. Por fim, caminhamos em direção ao Arco do Triunfo e paramos na Praça do Comércio. Mas também...vejam se alguém resiste a esse charme?

 
 
 
 Depois de andarmos bastante pela Rua Augusta, finalmente subimos o elevador de Santa Justa e pagamos 5 euros para termos acesso ao miradouro (o visitante que deseja ir ao miradouro é cobrado, mas quem pretende apenas usar o elevador para chegar à parte alta da cidade não precisa pagar nada). Já estava escuro e a vista de Lisboa toda iluminada é muito linda, mais lindo ainda é ver o imponente Castelo de São Jorge se destacar na paisagem.
 
 
 
 
O elevador de Santa Justa foi concebido como meio de transporte para ligar a cidade baixa à cidade alta. Hoje é usado apenas por turistas, principalmente em razão da vista panorâmica. Durante a nossa visita o elevador passava por restauro na parte externa mas estava em pleno funcionamento.
Como eu não soube programar minha máquina para o modo foto noturna,  as fotos tiradas do miradouro de Santa Justa não ficaram tão boas. Na foto abaixo, por exemplo, o Convento do Carmo saiu lamentavelmente desfocado, mas fica a dica para quem quiser ter uma vista panorâmica da cidade a noite. 
 

 Depois de uma volta rápida pela parte alta da cidade, onde paramos para tomar um bom vinho português na tentativa de nos aquecermos numa noite gelada de inverno, finalmente voltamos para a região onde ficava nosso hotel em torno de 20:30hs.
Para voltar, pegamos novamente o metrô na estação Baixa-Chiado em direção a Amadora Este e descemos na estação Marquês de Pombal.  Muito simples a locomoção de metrô por lá. No caminho para o hotel que era bem próximo, jantamos num restaurante italiano – La Trattoria. Grata surpresa, comida muito gostosa e barata, como não gosto muito de frutos do mar, saboreei uma pasta italiana, mas quem experimentou falou muito bem do bacalhau.
 
 
Viu só? Com um pouco de planejamento e um tanto de disposição é possível fazer valer a pena o dia de chegada.  É claro que nossa incursão em Lisboa não parou por aí, havia muito mais o que ser visto, Mosteiro dos Jerônimos, Torre de Belém, Castelo de São Jorge...ah, e claro que eu tinha que andar no famoso elétrico 28 porque estando em Lisboa eu não perderia essa oportunidade de jeito nenhum!
Mas o restante da cidade ficaria para o nosso último dia em Portugal, pois na manhã seguinte iniciaríamos a nossa aventura louca pelas sete cidades que pretendíamos conhecer em quatro dias.
Aqui no blog apenas para ficar mais fácil visualizar o roteiro vou relatar o segundo dia de visita a Lisboa de forma contínua em outro post - Cinco dias em Portugal - Lisboa em um dia e meio parte II.

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