1º dia – Chegada
a Lisboa
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| Vista da Praça Marquês de Pombal a partir do Parque Eduardo VII |
Aproximadamente
9 horas de voo separam Lisboa do Rio de Janeiro. Partindo de um voo noturno é
possível chegar à capital portuguesa no finalzinho da manhã ou início da tarde
(já considerando o fuso horário de duas ou três horas dependendo do horário de
verão, pois Lisboa está duas horas a nossa frente, no horário de verão essa
diferença sobre para três horas).
Muita gente
tem dúvida sobre como aproveitar o dia de chegada, seja em
Lisboa ou em qualquer cidade do mundo da qual estejamos separados por um longo tempo de viagem. É
normal estar cansado depois de muitas horas de avião, mas no nosso caso,
descansar estaria completamente fora de cogitação. Descansar em euros? Nem
pensar! Quando queremos descansar viajamos todos para Penedo rsrs, uma
cidadezinha muito charmosa no interior do Rio de Janeiro, que até pode ser
objeto de um post um dia desses, quem sabe? Na Europa não, nossa rotina é
puxada, acordamos cedo, dormimos tarde e nos alimentamos como dá.
Em Lisboa
chegamos com um cronograma redondinho para não perdermos nem um minuto sequer
do nosso escasso tempo. Com aluguel do carro fechado no Brasil, tivemos o
trabalho apenas de chegar ao aeroporto, procurar o stand da locadora
(reservamos através do site rental cars), pegar o nosso carro e partir para
deixar as malas no hotel, iniciando o roteiro. Depois de algum atraso na
liberação do veículo por causa da fila, conseguimos fazer check-in no
Miraparque por volta das 13:00hs.
OBS 1. Para conhecer Lisboa não é necessário carro,
não recomendo de jeito nenhum. A melhor forma de conhecer a cidade é andando ou
a bordo dos encantadores eléctricos. No nosso caso especificamente, o carro foi
útil apenas para a locomoção entre cidades, pois pretendíamos ir de Lisboa ao
Porto em quatro dias. Para quem tem mais tempo em Lisboa e quer conhecer outras
cidades, todas as mencionadas no nosso roteiro são de fácil acesso por
transporte público. Trens e/ou ônibus fazem esses trajetos. Imagino que seja
uma delícia viajar de trem entre Lisboa e Porto.
OBS 2. Para quem não estiver de carro uma opção
para ir do aeroporto ao centro de Lisboa é o Aerobus, um ônibus que sai do
aeroporto em direção ao centro da cidade e algumas regiões (o ponto fica bem em
frente a saída do desembarque). Existem placas indicando, é bem fácil
encontrar. Opção muito mais econômica do que o táxi, custa em média de 3 a 5
euros no máximo, permitindo o aceso a outros meios de transporte da cidade por
24hs.
O ônibus é confortável e faz paradas em diversos pontos. Circula das 7h às 23h em duas linhas – a city center e a financial center. Acesse o site Yellow bus para saber qual linha faz parada na região próxima ao seu hotel e para comprar bilhetes on-line, que também podem ser adquiridos na hora do embarque pagando direto (em dinheiro) ao motorista.
O ônibus é confortável e faz paradas em diversos pontos. Circula das 7h às 23h em duas linhas – a city center e a financial center. Acesse o site Yellow bus para saber qual linha faz parada na região próxima ao seu hotel e para comprar bilhetes on-line, que também podem ser adquiridos na hora do embarque pagando direto (em dinheiro) ao motorista.
O Miraparque,
fica na Av. Sidónio Pais 12, ao lado do Parque Eduardo VII e da Praça Marquês
de Pombal. Pesquisamos através do Booking
e conferimos a opinião dos hóspedes no TripAdvisor (é sempre assim que
escolhemos nossas hospedagens).
Local
excelente com localização maravilhosa. Todo mundo fala sobre o Chiado, que é o
melhor bairro para se hospedar em Lisboa, mas eu fiquei perto da Marquês de
Pombal e não tenho do que reclamar. O hotel tinha total infraestrutura, quartos
limpos, espaçosos, atendimento cordial, a apenas alguns metros de uma estação
de metrô e literalmente ao lado do Parque Eduardo VII, enfim... só tenho
elogios, foi uma opção mais em conta dentro do tipo de hospedagem que estávamos
procurando.
Depois de
deixar as malas no hotel e guardar o carro num estacionamento próximo (o hotel
não dispunha de um), partimos para conhecer os pontos turísticos do entorno.
Esperávamos encontrar no caminho um local onde pudéssemos fazer ao menos um
lanche, já que a essa altura, por volta das 14:30, 15:00 da tarde ninguém
pensava mais em almoçar...é não tem jeito, aproveitar ao máximo uma viagem curta requer
Iniciamos
fazendo uma caminhada ao longo do belo parque Eduardo VII. Subindo em direção
oposta a da Praça Marques de Pombal é possível ter uma vista linda da cidade com
o rio Tejo ao fundo. Para um final de tarde apreciando o pôr do sol esse parece
um excelente local, no nosso caso foi o primeiro ponto turístico a nos render
lindas fotos.
Após os clicks, descemos o parque de volta na direção da Praça Marquês de pombal, pegamos o metrô na estação de mesmo nome (linha azul em direção à Santa Apolónia) e soltamos na estação Baixa-Chiado.
Depois de
contemplar a confusão de elétricos e carros nas ruas, além da lindíssima
arquitetura do Chiado, nos perdemos pelas ruas do bairro, entramos em algumas
lojinhas, visitamos os famosos Armazéns do Chiado, passamos pela centenária
livraria Bertrand e nos encantamos com cada detalhe.
Na foto abaixo é possível ter uma ideia dos autos e
baixos de Lisboa, conhecida como a cidade das sete colinas, é repleta de
ladeiras e ruas estreitas, algumas cujo acesso é tão difícil por ônibus que
tornam indispensável a utilização dos encantadores elétricos. Eis um dos
motivos pelos quais esse meio de transporte atravessou o século muito
utilizado por Lisboetas e turistas.
Ah não preciso
dizer que a essa altura, lá pelas 16:30 da tarde, o grupinho que ficou o dia
todo só com o café da manhã do avião e a base de biscoitinhos o resto do dia,
já não se aguentava mais de fome. Paramos então numa lanchonete muito charmosa
chamada Sacolinha (ainda no Chiado). Todos pediram sanduíches, mas confesso que
estava curiosa por experimentar o bolinho de bacalhau português e o famoso
pastel de nata, mais conhecido por nós como pastel de Belém.
Num primeiro momento, quis sair correndo de lá
quando vi que meu bolinho de bacalhau estava mais frio do que uma pedra de gelo
e chamei o garçom, um simpático brasileiro. Com toda paciência, ele me explicou
que lá é comum comer bolinho de bacalhau frio e que se quiséssemos o bolinho
quente deveríamos falar na hora do pedido rsrsrsrs. Achei um gosto português
meio inusitado, tem alguma coisa melhor do que bolinho de bacalhau quentinho
com um fio de azeite?
Bom,
recarregadas as energias e degustada a deliciosa iguaria portuguesa que é o
pastelzinho de nata (porque eles só chamam pastéis de Belém aqueles que são
vendidos em Belém rsrs) demos continuidade a nossa exploração. Chegamos à
Baixa, outra região famosa de Lisboa. Foi inevitável nos encantarmos com a
belíssima Rua Augusta, uma das mais tradicionais, caminho para conhecermos dois
dos principais pontos turísticos – o
elevador de Santa Justa e o Convento do Carmo.
A ideia era irmos direto ao elevador e ao
convento, mas nos perdemos completamente na Rua Augusta em meio a beleza da
arquitetura e todo tipo de lojinhas rsrsrs. Por fim, caminhamos em direção ao
Arco do Triunfo e paramos na Praça do Comércio. Mas também...vejam se alguém
resiste a esse charme?
Depois de
andarmos bastante pela Rua Augusta, finalmente subimos o elevador de Santa
Justa e pagamos 5 euros para termos acesso ao miradouro (o visitante que deseja
ir ao miradouro é cobrado, mas quem pretende apenas usar o elevador para chegar
à parte alta da cidade não precisa pagar nada). Já estava escuro e a vista de
Lisboa toda iluminada é muito linda, mais lindo ainda é ver o imponente Castelo
de São Jorge se destacar na paisagem.
O elevador de
Santa Justa foi concebido como meio de transporte para ligar a cidade baixa à
cidade alta. Hoje é usado apenas por turistas, principalmente em razão da vista
panorâmica. Durante a nossa visita o elevador passava por restauro na parte
externa mas estava em pleno funcionamento.
Como eu não
soube programar minha máquina para o modo foto noturna, as fotos tiradas do miradouro de Santa Justa
não ficaram tão boas. Na foto abaixo, por exemplo, o Convento do Carmo saiu
lamentavelmente desfocado, mas fica a dica para quem quiser ter uma vista panorâmica
da cidade a noite.
Depois de uma
volta rápida pela parte alta da cidade, onde paramos para tomar um bom vinho
português na tentativa de nos aquecermos numa noite gelada de inverno, finalmente voltamos para a região onde ficava nosso hotel em torno
de 20:30hs.
Para voltar,
pegamos novamente o metrô na estação Baixa-Chiado em direção a Amadora Este e
descemos na estação Marquês de Pombal.
Muito simples a locomoção de metrô por lá. No caminho para o hotel que
era bem próximo, jantamos num restaurante italiano – La Trattoria. Grata
surpresa, comida muito gostosa e barata, como não gosto muito de frutos do mar,
saboreei uma pasta italiana, mas quem experimentou falou muito bem do bacalhau.
Viu só? Com um
pouco de planejamento e um tanto de disposição é possível fazer valer a pena o
dia de chegada. É claro que nossa
incursão em Lisboa não parou por aí, havia muito mais o que ser visto, Mosteiro
dos Jerônimos, Torre de Belém, Castelo de São Jorge...ah, e claro que eu tinha
que andar no famoso elétrico 28 porque estando em Lisboa eu não perderia essa
oportunidade de jeito nenhum!
Mas o restante
da cidade ficaria para o nosso último dia em Portugal, pois na manhã seguinte
iniciaríamos a nossa aventura louca pelas sete cidades que pretendíamos
conhecer em quatro dias.
Aqui no blog
apenas para ficar mais fácil visualizar o roteiro vou relatar o segundo dia de
visita a Lisboa de forma contínua em outro post - Cinco dias em Portugal - Lisboa em um dia e meio parte II.


















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