"Big apple", "cidade que nunca dorme", "esquina do mundo", são apenas algumas das expressões que nos fazem logo lembrar de Nova York. Não sei se na minha vida conhecer NY era um sonho, acho que era mais uma vontade mesmo de fazer um roteiro óbvio, ir a um local que todo mundo deseja, cidade dos filmes, cidade onde tudo parece ser possível. De certa forma, estar em Nova York é mesmo como estar num filme, reconhecemos tantos lugares, a sensação de já termos estado ali é inevitável.
A viagem requer planejamento, já que trata-se de uma cidade que devemos conhecer a pé e cuja hospedagem é uma das mais caras do mundo, situação que se agrava bastante quando falamos de Nova York no final do ano.
Pois bem, uma vez decidida a hospedagem, através do hoteis.com no Home 2 suítes by Hilton, (que não fica em Manhattan e sim em Long Island) partimos (eu e minha trupe de sempre) no dia 27/12 rumo a tão sonhada e idealizada NY, onde passaríamos 10 longos dias.
Há quem considere 10 dias nessa cidade um tempo excessivo, mas isso é muito relativo, com uma boa dose de pesquisa sempre descobrimos roteiros inusitados em qualquer cidade do mundo e contando com os diversos passeios de bate e volta que são possíveis a partir de NY, 10 dias nos pareceram até pouco.
Nesse relato, vamos falar sobre como foi chegar à cidade as 6:00hs da manhã e o roteiro do primeiro dia fazendo os programas mais óbvios e encantadores do mundo. Caso você esteja viajando na mesma época que a gente ou em qualquer data entre em dezembro e fevereiro, lembre-se de levar agasalhos bem pesados na sua bagagem de mão ok? Sim, eu sei que é complicado sair do verão de 40 graus de cidades como o Rio de Janeiro carregando casacos na mão, mas acredite, ao chegar em Nova York, você vai agradecer por ter fácil acesso as suas roupas bem quentinhas, principalmente se estiver chegando de manhã, pois a maioria dos hotéis só abre o check-in às 16hs, o que significa que terá um longo dia gelado pela frente andando pelas ruas de NY e sem casacos adequados é impossível aguentar.
DO AEROPORTO A LONG ISLAND CITY
Ao pisarmos o solo americano depois de um voo pontualíssimo e impecável da American Airlines, estávamos preparados para deixar as malas no nosso hotel e já ir passear porque o check-in se iniciaria apenas as 15:00. Iríamos do aeroporto para o hotel utilizando o AirTrain - um monotrilho que liga os 8 terminais do aeroporto JFK - e depois o metrô até Long Island City onde ficava nosso hotel.
Nesse ponto é importante destacarmos que existem muitas formas de ir do aeroporto a Manhattan ou a Long Island, é possível contratar táxi, transfers privativos com motoristas que cobram em média 100 dólares pelo percurso (valor que achei absurdo com o dólar a R$ 4,00), Uber, Super Shutle (transfers compartilhados), dentre outras.
A forma mais barata de todas, entretanto, é utilizando o AirTrain do aeroporto (seguir a as placas) até a estação Jamaica e de lá fazer a baldeação para linha de metrô que passe mais perto do seu hotel, isso obviamente, requer que você pesquise antes as linhas que ficam próximas a sua hospedagem e o local onde deverá descer.
Tenha em mente ainda que a maioria das estações de metrô da cidade não contam com rampas ou escadas rolantes, logo, sua mala deverá ser carregada escadaria acima, escadaria abaixo. Avalie esse detalhe principalmente se estiver com criança, ou tenha algum problema de saúde que o impeça de fazer esse esforço.
No nosso caso, ao tentarmos achar as indicações para o AirTrain fomos abordados por tantos motoristas brasileiros que ficamos tentados a fechar um transfer por 20 dólares cada um, afinal estávamos cansados e cheios de malas. Pois bem, fechamos e o motorista nos levou por esse valor, a nós e mais dois casais de brasileiros que chegaram no mesmo voo. Não é muito recomendado fechar o transfer com essas pessoas que ficam no desembarque, quando voltei, ouvi muitos relatos de brasileiros que caíram em golpes e acabaram pagando muito mais caro.
A nossa contratação se deu por desconhecimento mesmo e talvez por sorte ou algo do gênero, em 20 minutos chegamos a um dos melhores hotéis no quais me hospedei na vida, reservado e pago em reais pelo site hotéis.com.
Por questões econômicas, decidimos com certo receio, reservar um hotel fora da ilha de Manhattan, mas em local que tivesse fácil acesso ao metrô, principal meio de locomoção da cidade. Hoje, aquele receio nos parece infundado, uma grande bobagem, foi tão bom ficar em Long Island, mas tão bom, que nunca, em hipótese alguma, pensaremos novamente em nos hospedar em outro local que não seja esse. Como dissemos acima, o hotel escolhido foi o Home2 suítes by Hilton, mas nesse mesmo local existem opções mais em conta e muitíssimo bem cotadas, como o Quality Inn Long Island City, que não tinha mais disponibilidade para nossas datas
Dá para ver nas fotos abaixo duas coisas: o hotel por fora é lindo e muito novo e nosso apartamento era um estúdio equipado com cozinha completa na qual dispúnhamos de tudo o que era necessário ao preparo de uma refeição. Foi muito útil termos escolhido esse tipo de hospedagem.
| Esse quarto tinha capacidade para quatro pessoas, a cortina divide o quarto em dois ambientes e o sofá transforma-se numa cama. |
Para nossa sorte havia um quarto já disponível e nos permitiram antecipar o check-in sem nenhum custo adicional. Entramos, deixamos as malas e ainda tomamos o café do hotel rsrs. O local é bem perto da estação 39 onde passam as linhas Q e N (bem perto mesmo, logo ao sair da estação já é possível avistar o hotel). Em 15 minutos, estávamos descendo na 49 e já demos de cara com uma parte da Times Square, quase não conseguimos continuar andando de tanto que tiramos fotos.
Uma quadra a frente avistamos o Radio City Music Hall e mais uma quadra adiante avistamos o Rockeffeler center com a sua lotada pista de patinação e sua peculiar e aguardadíssima decoração natalina. Voltando a seguir a 5ª Av. avistamos a St. Patrick's Church, que é uma das igrejas mais bonitas que já tive oportunidade de conhecer.
Depois, como subir no Top Of the Rock (um dos mirantes mais famosos de NY de onde se obtém a foto de cartão postal do Empire State) aquela hora não era uma opção porque o tempo estava muito nublado, decidimos continuar subindo a famosa 5ª Av. Dobramos na 54 e seguimos no sentido da Grand Central Terminal.
No início da Park Av. avistamos a St. Bartolomew's church e o General Eletric Building. Não é nada tão grandioso mas eu havia lido algo a respeito. Salvo engano, o arranha-céu foi construído anos após a igreja de modo que combinasse arquitetonicamente com ela. Achei lindo esse local, observando-se rápido parece que ambas as construções são uma só.
Apenas um pouco mais a frente fica o Grand Central Terminal, é muito bonito, também vale a pena a visita. As escadarias foram inspiradas na Ópera de Paris, tudo para exaltar a época de Ouro das ferrovias. No subsolo tem restaurantes e lanchonetes para todos os gostos e foi lá que almoçamos.
Ao sair, voltamos para 5 Av. e logo passamos pela livraria pública que é um espetáculo arquitetônico e em seguida pelo Bryant Park e sua charmosíssima pista de patinação.
No Bryant Park tivemos que sentar para apreciar um pouco esse lugar. Depois seguimos em direção a Time Square e ao chegar lá, novamente quase não conseguimos fazer mais nada de tanto que tiramos foto, mas quem já foi sabe que é difícil parar.
Uma vez na Times, fomos direto ao Teatro Imperial para trocar os tickets que comprei com a Tam ainda no Brasil para assistir ao espetáculo da Broadway Os Miseráveis. Trocamos sem burocracia alguma. Nós não assistiríamos ao musical naquele dia, mas já quisemos deixar o ticket devidamente providenciado e foi a melhor decisão. No dia 30/12, voltamos ao teatro apenas para assistir a peça.
De volta a 5Av. andamos na direção do Empire State que não estava tão cheio, talvez porque o dia não fosse propicio, estava muito nublado mesmo. Seguimos até o Flatiron building (é um edifício de esquina bem famoso em NY) e não sei como consegui força mas virei na 23 e do nada já me peguei fazendo umas comprinhas de cosméticos na Harmon, uma loja de cosméticos excelente no bairro Chelsea.
A propósito, o Chelsea é um bairrozinho encantador, onde nos hospedamos na segunda parte da viagem (fica para outro post). É lá também o local onde fica uma das melhores, senão a melhor, loja de departamentos de NY, a famosa Burlington.
Ainda passeando pelo bairro, aproveitamos para fazer compras de comida na Duane. Nesse ponto é bom destacar que no EUA, as farmácias vendem de tudo, de tudo mesmo, inclusive comida congelada, a Duane é uma das redes mais famosas e você encontrará, desde itens de maquiagem até pequenas refeições. Como nos hospedamos num estúdio que contava com geladeira, micro-ondas e louças, preparamos nosso próprio jantar. Voltamos cedo porque a essa altura, lá pelas 18hrs da tarde ninguém mais tinha pernas para continuar andando.
A propósito, o Chelsea é um bairrozinho encantador, onde nos hospedamos na segunda parte da viagem (fica para outro post). É lá também o local onde fica uma das melhores, senão a melhor, loja de departamentos de NY, a famosa Burlington.
Ainda passeando pelo bairro, aproveitamos para fazer compras de comida na Duane. Nesse ponto é bom destacar que no EUA, as farmácias vendem de tudo, de tudo mesmo, inclusive comida congelada, a Duane é uma das redes mais famosas e você encontrará, desde itens de maquiagem até pequenas refeições. Como nos hospedamos num estúdio que contava com geladeira, micro-ondas e louças, preparamos nosso próprio jantar. Voltamos cedo porque a essa altura, lá pelas 18hrs da tarde ninguém mais tinha pernas para continuar andando.
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| Esse é o Flatiron Building |
| Ruas do Chelsea |










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